Trabalhar com felicidade e orgulho: a importância de ouvir diferentes pontos de vista no desenvolvimento de produtos

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Desde criança sempre gostei de exercitar atividades criativas: pensar e desenhar coisas novas. Cogitei fazer arquitetura, mas na última hora conheci o Design e me encantei!

Hoje trabalho na MovilePay com Gerenciamento de Produtos (Product Management).

O Design e o Product Management têm em comum o olhar para as pessoas, suas necessidades e desejos, buscando incessantemente soluções que as satisfaçam.

Trabalhar em produtos também exige forte conexão com o negócio e com a tecnologia, para que coloquemos nossos esforços em resolver a dor do cliente da maneira mais eficiente possível. 

O produto digital com o qual o usuário interage ajuda a tangibilizar o valor entregue pelo nosso negócio. Ele é um elo não apenas com o usuário, mas também entre todos que trabalham em sua construção.

Todos temos uma visão e opinião que pode nos ajudar a dar o próximo passo!

Como lidar com tantas possibilidades e ideias que surgem no meio do caminho? Como garantir que todos sejam ouvidos e se sintam ouvidos?

A priorização é palavra-chave em gerenciamento de produtos. Ou seja, precisamos considerar o momento do negócio, seus objetivos e devemos ter critérios claros para tomar decisões.

Não adotar uma ideia em dado momento não significa que ela não seja boa: às vezes uma boa ideia surge em um momento em que aquela oportunidade ainda está pouco amadurecida.

Como organizar as boas ideias e guardá-las para não serem perdidas?

Existem 2 ferramentas muito legais que ajudam na priorização e gestão de Produtos:

  • A primeira é a Opportunity Solution Tree (OST): uma forma de organizar visualmente as iniciativas. Esse modelo de árvore preconizado pela Teresa Torres parte dos resultados esperados (outcomes), então lista as oportunidades para se atingir esse resultado. Para cada oportunidade teremos uma lista de possíveis soluções (ideias!). O conteúdo dela sobre esse modelo é bastante explicativo. Sou fã desse framework porque ele é muito visual e simples de entender.
  • Outra ferramenta muito útil é a matriz de priorização RICE: para cada ideia você deverá estimar o alcance (reach), impacto no atingimento do seu resultado esperado (outcome), o grau de confiança que o time tem naquela ideia e, por último, o esforço para se desenvolver essa ideia. Essa matriz pode ser aplicada em diferentes estágios da priorização, desde ideias até a fase de desenvolvimento (delivery).

Combinar a OST e a matriz RICE é uma ótima forma de priorizar e organizar nosso roadmap.

Voltando ao início: acredito que trabalhar no que você gosta faz toda diferença em sua vida. Todo trabalho tem seus percalços, então que tenhamos momentos de prazer também! 

Ter prazer no trabalho abrange tanto o que você faz (sua área de atuação), quanto onde você faz (a empresa, o ambiente de trabalho, seus colegas e equipe) e como você faz (ser quem você é sem receios ou preconceitos).

Minha vida profissional teve início próximo de quando aprendi a lidar com minha orientação sexual. Mesmo na faculdade, por mais que eu fosse um aluno dedicado, no fundo sempre tinha receio do quanto poderia ser julgado pelo fato de ser gay.

Evoluí na forma como lidava com minha orientação gradualmente: se no início eu omitia o fato de ser gay, aos poucos fui percebendo a importância de viver plenamente. 

Nos meus primeiros empregos eu evitava falar da minha vida pessoal, aos poucos fui abraçando uma postura mais aberta.Passei a falar com naturalidade do meu então namorado e agora marido.

Quando alguém me conhecia e perguntava sobre minha esposa, com naturalidade eu corrigia e falava sobre meu marido. E assim acredito que conseguimos superar nossos medos e também os receios alheios.

No fim, ser ouvido e se sentir ouvido faz muito bem para gente também!

 

 

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