Melhorar a vida de um bilhão de pessoas. Esta é a meta da Movile e ela tem apenas três anos pra alcançá-la. A brasileira é uma das gigantes no mercado mundial de marketplaces móveis e hoje computa 100 milhões de usuários ativos. Se você está achando a meta muito alta, não se assuste. Esta é uma das marcas registradas da empresa, que há oito anos cresce 60% ao ano, já está representada em mais de 100 países e coleciona cases de sucesso (sob seu guarda-chuva estão aplicativos de sucesso como iFood, que faz delivery de centenas de restaurantes, e a plataforma de jogos infantis PlayKids). Qual o segredo para crescer nessa velocidade e com tiros tão certeiros? Segundo o co-fundador Eduardo Henrique, 40, “dando diversos tiros errados, e aprendendo com cada um deles”. Ele fala da importância de sonhar grande e se me manter inquieto.

“Na Movile a gente sempre está na zona de desconforto”, afirma ele, que atua como Líder em Negócios Internacionais na gigante “startup”. Mesmo tendo recebido investimentos milionários ao longo dos anos (o mais recente foi de 53 milhões de dólares, do grupo sul-africano Naspers e do fundo Innova Capital), a cultura dos líderes da Movile, segundo ele, é nunca se acomodar e não ter medo de arriscar:

“Às vezes o empreendedor pensa que ao conseguir levantar um monte de dinheiro a vida está ganha. É mentira. Receber investimento só aumenta a confusão, porque, por trás dele vem a expectativa de crescimento. E fazer uma empresa crescer dá um trabalho danado”

Nesse cenário em que o crescimento é a ordem do dia todos os dias, correr riscos faz parte do jogo. Eduardo conta que muitos aplicativos foram criados e descartados, em nome de trabalhar na tal zona de desconforto: “Muitas coisas dão errado, mas as que deram certo tinham tiveram grande potencial. Foi assim que a gente conseguiu crescer”.

Atualmente a Movile divide sua atuação em quatro braços: Food (com soluções para delivery de comida, como o já citado iFood), Tickets (para gestão de eventos e venda de ingressos, como o Sympla), Education & Care (com aplicativos de conteúdo infantil e entretenimento, como o Playkids) e Rapiddo, um app que reúne diversos serviços do grupo.

OS DESAFIOS DO INÍCIO E UMA CRISE PARA SUPERAR

A Movile é resultado da união de quatro startups e fruto da ideia de que concorrentes não são adversários, mas “potenciais sócios”: “Nós quatro éramos concorrentes, mas com skills e forças que, se estivessem no mesmo barco resultaria em uma empresa muito maior, mais poderosa, eficiente e competitiva”, conta Eduardo.

Tudo começou quando ele e o fundador e atual CEO do grupo Fabrício Bloisi, 40, se conheceram, ainda estudantes, no curso de Ciência da Computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior paulista, em 1995. “O Fabrício observava as empresas grandes dos Estados Unidos e dizia que tínhamos que construir alguma coisa tão grande quanto”, lembra. Cada um seguiu seu próprio caminho, ambos focados no mercado de mobile: Fabrício abriu a Compera e Henrique criou a Movile que, mais tarde, emprestaria o nome ao grupo.

Posted by:Daniel Gomes

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