Orgulho LGBTI+: minha trajetória no Grupo Movile

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Meu nome é Natália, tenho 24 anos e faço parte do programa Mobile Dream, alocada na área de Qualidade da Zoop.

Na minha vida, sempre tive muita dificuldade de ser quem eu era por, talvez, aquilo não ser aceito na sociedade. Quando comecei a trabalhar pela primeira vez, era um ambiente totalmente descontraído, jovens como eu que tinham, em média, 17 anos.

Então, nunca tive muitos problemas com relação à minha sexualidade, sentia que eu poderia falar pra todos que aquilo não seria um problema, e realmente não foi.

Na segunda empresa onde eu trabalhei, o contexto foi totalmente diferente. Era uma empresa bem tradicional e familiar onde, apesar de algumas pessoas fazerem com que eu me sentisse bem, eu sempre ouvia comentários que me desanimavam.

Isso fazia com que, a cada dia, eu escondesse quem eu era pra me encaixar melhor na empresa. Depois dessa experiência, passei uma boa parte da vida acreditando que todas as empresas onde eu iria trabalhar seriam daquele jeito, e até que aquilo era o correto.

Até porque é uma empresa, eu não estava na minha roda de amigos pra me sentir confortável.

Quando participei do processo seletivo do Grupo Movile, o Mobile Dream, o recrutador me mandou um e-mail pedindo para que nós fôssemos exatamente quem éramos na etapa presencial.

Eu me senti leve, sabendo que eu poderia não passar naquele processo seletivo mas eu teria sido eu, do começo ao fim, sem precisar fingir ser alguém que eu não era pra conseguir uma vaga de emprego.

No final de tudo fui aprovada, usando a roupa que eu queria no dia da entrevista, com o cabelo que eu queria (sem precisar fazer uma escova, por exemplo, para ser mais bem vista) e sendo eu, do início ao fim. Acredito que foi que ai começou a minha paixão pelo ecossistema da Movile.

No meu primeiro dia dentro da Zoop, fui pra um almoço com a equipe de QA, todos homens. Achei que iria ficar extremamente desconfortável, mas pelo contrário, me deixaram super confortável com tudo.

Meu primeiro contato com a empresa como um todo foi ótimo, fui pra casa feliz― parecia até filme, quando tudo termina bem.

Conforme o tempo foi passando, eu fui esperando aquela parte em que o encanto acaba e que tudo seria como em todas as outras empresas tradicionais, onde as pessoas te olham torto por você ser diferente, onde eu me sentiria desconfortável até de ir ao banheiro quando tem mais uma pessoa― porque você sabe que aquela pessoa vai te olhar assim, como já aconteceu.

Mas todas as minhas inseguranças foram quebradas, dia a dia, pelas pessoas que estão à minha volta dentro da Zoop.

Fico muito feliz de fazer parte de uma empresa como essa. Fico mais feliz ainda de poder ser quem eu sou, das pessoas não me julgarem por minha sexualidade, mas sim pelo meu trabalho, pelo que eu produzo.

Acredito que é muito importante você trabalhar em um lugar que te apoie, que entenda quem você é. Mais importante ainda é nos sentirmos bem conosco, trabalhar sem preocupação de que alguém possa estar incomodado com você.

Esse incômodo eu sei que, na Zoop ou dentro do ecossistema da Movile, eu nunca vou sentir.

Atualmente, estou em um time que possui homens em sua maioria e, no início, acreditei que me sentiria bem desconfortável, por ser mulher e por ser lésbica, mas muito pelo contrário ― são pessoas que me respeitam, me apoiam, me ensinam diariamente, me dão suporte para o que eu preciso.

E isso faz eu me sentir muito bem onde eu estou, muito feliz com a minha equipe e todos que estão a minha volta.

Ainda são poucas as pessoas LBGTQIA+ dentro da Zoop, mas sei que, nem por ser minoria elas não teriam espaço. Elas tem e tem muito. E somos reconhecidos pelo que fazemos diariamente.

Hoje, eu sou muito feliz com quem eu sou na minha vida pessoal e a cereja do bolo veio com a minha vida profissional, que me faz ser muito feliz também. Pude entender que não são todas as empresas que vão virar as costas por sermos quem somos.

Por acreditar que  sempre podemos aprender mais, estou deixando um link para uma página que conta um pouquinho da história do dia do Orgulho LGBTQIA+:

 https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/dia-do-orgulho-lgbt-conheca-a-historia-do-movimento-por-direitos/.

Existem também muitos filmes, séries e livros que contam um pouco do dia a dia de como é ser uma pessoa LGBTQIA+ , como os desta lista:https://www.guiadasemana.com.br/filmes-e-series/galeria/filmes-e-series-com-tematica-lgbt-para-assistir-na-netflix

A cada dia temos um novo desafio, e muitas pessoas para desconstruir. O caminho é longo, mas sei que, pelo menos, tenho pessoas à minha volta que me ajudarão e vão ajudar tantas outras pessoas.

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