Orgulho: dicas para um(a) LGBTQI+ no mercado de trabalho

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Trabalhar em uma empresa tech sem pertencer à área tech é um baita desafio. Ao mesmo tempo que traz inseguranças pela falta de background, traz também aquela sensação de desafio que surge instantaneamente quando embarcamos em algo novo.

Mas, antes de entrar nesse assunto, vamos começar do começo:

O mundo profissional

O ano era 2015, tinha acabado de ser aprovada no curso de Relações Públicas e estava bastante animada para começar a aprender sobre o que sempre me vi trabalhando com: comunicação. 

Mas, convenhamos, animação não paga boletos e nem cobre os gastos de cursar uma faculdade, né? 

Então, no primeiro semestre comecei minha trajetória no mercado de trabalho como captadora de recursos de uma famosa ONG. 

Mês vai, mês vem, decidi procurar um estágio em comunicação, mas eram tantas possibilidades (assessoria de imprensa, cerimonial, eventos, entre MUITAS outras) que não sabia bem por onde começar.

Até que consegui uma vaga em uma produtora de eventos e decidi arriscar.

Depois de quase dois anos na louca rotina de eventos, surgiu uma nova oportunidade: tocar os eventos internos e externos de um grupo de startups de inovação ― e lá fui eu me aventurar. 

A empresa tinha poucos funcionários e muita demanda, foi preciso colocar a “mão na massa” de verdade e, quando me dei conta,já estava imersa em jobs de comunicação interna, social media, assessoria de imprensa e produção de conteúdo, além dos queridos eventos. 

Foram muitos aprendizados, mas depois de certo tempo (outros dois anos) já não sentia que o dia a dia profissional me desafiava. E foi pensando em explorar ainda mais as diferentes faces da comunicação que arrisquei de novo.Dessa vez, apostei na PlayKids  ― e não me arrependi!

Hoje atuo como Analista de Conteúdo Digital em um lugar realmente engajado com sua missão: ensinar com diversão para tornar o mundo melhor. 

E como eu contribuo para isso? 

Com um intenso trabalho de curadoria de vídeos, livros e games; estruturando toda a programação de lançamento de diferentes tipos de conteúdo em vários territórios do mundo; sendo o contato direto de grandes produtoras de conteúdo parceiras; entendendo e aprimorando a experiência do usuário no PlayKids App; selecionando temáticas e conteúdos relevantes para o desenvolvimento de crianças; e o mais legal ― assistindo muitos desenhos o dia inteiro!

Como fazer acontecer?

Cada carreira é única, assim como cada perfil profissional, mas vale compartilhar o que funcionou para mim:

1- Simplesmente comece

O mercado de trabalho é bastante vasto e, muitas vezes, complexo. Alguns jovens (como eu rs) podem não saber exatamente como iniciar sua trajetória profissional e o meu conselho é: não existe jeito certo ou errado, apenas comece! 

Surgiu uma oportunidade bacana? Agarre-a e não tenha medo de colocar a mão na massa. À medida que você for aprendendo, se sentirá mais confiante e sua marca ficará registrada em qualquer projeto.

2- Amplie seus horizontes

Como disse lá no começo, é um baita desafio entender o mundo tech sem atuar na área, mas você pode enxergar isso como uma oportunidade de ampliar seus horizontes. 

Eu mesma nunca tive grande familiaridade com métricas e programação, por exemplo, mas com as demandas do dia a dia entendi que conhecer mais sobre esses temas poderia me ajudar bastante. Como expandi meus horizontes:

  • Aprendendo a gerir adequadamente projetos de qualquer nível. Parece algo óbvio, mas não é, existem muitos cursos e vídeos que podem ajudar com isto;
  • Entendendo mais sobre a área de produto e como aplicar sua visão no meu dia a dia. Recomendo os cursos e aulas da Product School;
  • Conhecendo mais sobre programação básica para entender melhor processos do dia a dia. Minha opção foi por um curso para iniciantes, mas existem muitos vídeos e aulas por aí.

3- Mantenha-se informado(a) sempre

O mercado de trabalho se atualiza constantemente e novas tecnologias surgem a todo momento, nós não podemos ficar para trás. 

O que funciona para mim é separar uma parte do dia para me atualizar: ler notícias enquanto estou no ônibus, conferir o feed do LinkedIn enquanto espero ser atendido no dentista, ou dar uma rápida lida em algumas newsletters assim que acesso o e-mail.

Gosto muito de conteúdos como The Brief, Meio & Mensagem e Prop Mark, que são rápidos e divertidos!

Um(a) LGBTQI+ no mercado de trabalho

Infelizmente, muitas pessoas ainda associam orientação sexual ou identidade de gênero com incompetência profissional. 

Eu mesma, com uma curta trajetória no mercado, já vivenciei um número considerável de situações homofóbicas.

Fica aqui minha reflexão: você já participou de um processo seletivo com um homem trans? Quantas das suas colegas de trabalho são lésbicas ou bissexuais? Existem pessoas não binárias liderando alguma equipe?

 Infelizmente, é comum que muitas pessoas que atuam em diferentes empresas, respondam “não” para grande parte destas perguntas. Isso mostra que, por mais que o debate sobre a importância da diversidade nas organizações esteja em ascensão, ainda há um longo caminho pela frente.

Junho é o mês do orgulho LGBTQI+ e é importante lembrar que temos muito do que nos orgulhar: de todas as conquistas históricas, de todos os LGBTs que hoje ocupam cargos de liderança e, principalmente, de todos as pessoas que tiveram a coragem de ser quem realmente são.

Quando você esconde uma parte de você mesma a sensação de estar incompleta é sufocante, mas quando você entende e aceita quem é, compreende muito mais que sua própria sexualidade. Por isso, hoje posso garantir que tenho muito orgulho de ser quem eu sou!

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