Orgulho: A beleza de ser quem você é

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Olá a todos e todas, eu me chamo Gabriela Siqueira, nasci no Rio de Janeiro e desde criança  já sabia que queria ser designer e que queria ser feliz no local onde eu fosse trabalhar.

Quer dizer, era mais ou menos isso. Sempre tive uma paixão enorme por tecnologia (se perguntar pra minha mãe, ela te mostra uma foto de uma mini Gabi com um mini mouse na mão aos 3 anos haha) e também sempre gostei muito de desenhar.

Eu sonhava que, quando eu precisasse trabalhar, poderia unir os dois mundos para fazer da minha profissão aquilo o que eu sempre gostei. 

O tempo passou e nada mudou. Tive o privilégio de fazer faculdade de Design de Mídias Digitais e iniciar a minha carreira como estagiária na área em que sempre quis: UX Design.

Nesta época eu já tinha muita consciência da minha sexualidade e, inclusive, os meus pais, já que estava namorando desde então a pessoa que hoje é a minha esposa.

Eu embarquei na minha primeira experiência de trabalho em uma empresa multinacional, muito tradicional. Era um lugar incrível, mas que exigia muita seriedade, e isso me fez travar.

Fiz de tudo para abordar o assunto e “assumir” para os meus colegas de trabalho sobre a minha sexualidade, mas eu tinha muito medo de ser discriminada e não renovarem o meu contrato por esse motivo. 

Longe de ser uma culpa da empresa, que promovia grupos de diversidade, onde eu tentei me encaixar por diversas vezes e fazer com que os meus colegas simplesmente percebessem.

O resultado não foi o esperado e eu acabei sofrendo bastante com a convivência com meus colegas de trabalho, onde eu sempre tentava evitar falar da minha vida pessoal. Sem falar que essa situação também chateou a minha companheira, que acabava sendo citada como minha “amiga”. 

Acabado o meu tempo de estágio, eu tomei a decisão de que nunca mais iria deixar isso acontecer nas minhas próximas experiências de trabalho.

E escolher um lugar que tivesse mais “a minha cara”, fazia parte dessa decisão. Foi assim que eu fui parar na Zoop (desta vez efetivada também na área de UX Design) ainda lá em 2017, quando havia apenas 30 funcionários, mas que já tinha uma cultura muito forte, que não apenas falava sobre diversidade, mas vivia ela na sua essência.

Esse ambiente me deixou muito confortável para eu ser quem sou e sempre fui. 

Dessa maneira, tratei da minha sexualidade com a naturalidade que ela merece, sem cerimônias e sem tabus. Falava da minha namorada com quem fosse, até com o CEO, sem me importar muito com os julgamentos que, para a minha surpresa, quase nunca me atingiram.

O pensamento sempre foi: caso viessem me questionar, eu poderia falar do assunto com mais “seriedade”, mas enquanto não fosse assim, eu agiria naturalmente. Afinal, por que eu deveria “assumir” uma coisa que não era um crime? Nenhum heterossexual nunca fez isso, oras! 

Eu nunca imaginaria a diferença que faz para a qualidade de vida no trabalho você apenas ser quem é. Você não precisa se preocupar se estão te julgando, se estão achando bom ou ruim, quais palavras você vai usar pra conversar com seus colegas e até mesmo pensar em “desculpas” no seu convívio social.

Se sentir incluída e respeitada, tanto pessoalmente quanto profissionalmente, faz toda a diferença na nossa vida. Então, desde 2017 até hoje, eu fiz muitos amigos dentro da empresa (que hoje são meus amigos pessoais) e virei referência para os assuntos ligados à diversidade e eu tenho muito orgulho disso! 

Se eu puder deixar um ensinamento por aqui, ele é: trabalhe onde você possa ser você mesmo e dar tudo de si. A empresa que você escolher só tem a ganhar com isso e você mais ainda! 

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