Liderança: o desafio da primeira gestão

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Minha carreira profissional começou há mais de 20 anos, quando eu tinha 14 anos em uma empresa gigantesca, que se movia como um elefante branco ao longo do tempo. E desde então passei por diversas empresas do mesmo tamanho e com o mesmo comportamento. Até 2016.

Em 2016 esse ciclo foi quebrado pela Movile, que confesso, me deixou desconfiada inicialmente, mas que acabei por me apaixonar intensamente e hoje não consigo me ver trabalhando em outro lugar.

Ao longo desses 3 anos na Movile, tive desenvolvimento profissional, autoconhecimento, autonomia e fui reconhecida de tantas formas pelos meus líderes que o desejo de inspirar e transformar outras pessoas também nasceu em mim.

Em 2019 fui reconhecida, mais uma vez, e me tornei líder! Tudo que eu desejava, mas então uma pergunta não saia da minha cabeça: E agora?

O nascimento de um líder

A Movile, mais uma vez, me deu um presente enquanto essa pergunta ressoava a minha cabeça: o Leadershift. Um programa de desenvolvimento de liderança que vem me apoiando  e direcionando para a construção de uma liderança transformadora e inspiradora.

Em um dos treinamentos promovidos, sobre primeira gestão, a consultora da A.karta, Cintia Martins, fez uma analogia sobre esse momento: “É como um filho que nasce”. Essa analogia é perfeita, porque primeiro você deseja, espera e quando nasce você pensa: e agora? Eu não sei o que fazer com esse bebê, que eu quero que cresça lindo, saudável e que eu amo tanto?

Esse treinamento foi inspirador, não somente pelas técnicas de liderança abordadas, mas também pela oportunidade de reunir pessoas de diversas empresas do Grupo que estão vivenciando esse mesmo momento. Poder compartilhar os sentimentos, as dúvidas, contribuir com lições já aprendidas é renovador. Além disso, muitos pontos foram essenciais para nos ajudar na construção de nós como líderes:

  • Alinhamento da jornada: definir o propósito da sua liderança é essencial para iniciar a jornada, se perguntando: Para quê? Por quem? Onde?
  • Mudança da identidade profissional: a virada de chave do papel de analista/especialista em que já estávamos confortáveis para exercer um novo papel dentro do Grupo que exige o desenvolvimento de novas competências e o “desapego” das antigas funções. 
  • O líder como tradutor: entender que uma das principais funções no seu novo papel é construir uma ponte entre o lado estratégico da empresa e o operacional, garantindo que as informações transitem de forma clara minimizando as incertezas e garantindo o engajamento do time.

Mas assim como a maternidade, a liderança é construída diariamente, em pequenas ações e gestos, tropeçando, levantando e aprendendo. É importante se manter resiliente e aberto a novas ideias, gosto muito de uma frase dita pela professora Herminia Ibarra no TED The Authenticity Paradox “What got you here…won’t get you there…”. Saber “desapegar”, ter empatia, ser autêntico e manter uma comunicação sincera e clara com o seu time pode ajudar nesse processo deliciosamente complexo. 

Hoje meu time é composto por uma analista sênior e um especialista, ambos possuem menos de 6 meses na Movile, então estamos nos “construindo juntos”, por isso promover one-on-one constantes tem sido de grande ajuda. Ouvir o que cada um tem a dizer, suas expectativas, me ajudam a construir nosso time. Acredito que essa seja uma das maiores ferramentas “práticas” que temos, ouvir deve ser um exercício praticado diariamente. Ouvir com atenção, uma simples pergunta como: Oi, tudo bem? Deve ser autêntica e sua resposta deve ser ouvida com interesse e empatia.

Para me ajudar a me tornar a líder que quero ser, uso meu cubo com as essências de liderança da Movile que temos seis linhas para seguir:

  • Liderar pelo exemplo
  • Liderar para transformar
  • Liderar para o futuro
  • Liderar estrategicamente
  • Liderar por paixão
  • Liderar pelo engajamento.

Gosto de usar essas essências conforme a necessidade do momento e não seguir uma em específico, embora tenha muita afinidade com a liderança pelo exemplo. Usar um mix dessas essências me ajudam a construir uma liderança mais completa e estratégica.

Dosar a ansiedade nessa curva de aprendizado, construir um time de alta performance, totalmente alinhado com nossa forte cultura organizacional e, que assim como eu, seja apaixonado pelo que faz, são meus desafios que me motivam todos os dias.

Ainda não consegui ser a líder que eu desejo, que é aquela que inspira as pessoas, que lidera pelo exemplo e ajuda a Movile estrategicamente a atingir os resultados que desejamos, com o grande sonho de impactar a vida de um bilhão de pessoas, mas sei que estou no caminho!

Mariana Frota

Mariana Frota

Coordenadora de Consolidação e Reporting da Movile

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