PlayKids, braço da gigante brasileira, decidiu unir o mundo digital ao físico e criou um clube de assinatura híbrido, chamado PlayKids Explorer

São Paulo – Nos últimos anos, apenas um nome tem reinado no mercado de conteúdo audiovisual online: a Netflix.

Avaliada em 120 bilhões de dólares, a empresa que se tornou conhecida por acabar com o domínio da rede Blockbuster possui um público cativo de 115 milhões de usuários, espalhados por 190 países.

Obviamente, a estratégia da gigante do streaming não passou desapercebida. Empresas como Apple, Amazon e HBO passaram a investir pesado em criação de conteúdos exclusivos. E alguns desses concorrentes são brasileiros destemidos.

Nesse último grupo inclui-se a gigante Movile, investidora de serviços tão diversos quanto o aplicativo de delivery iFood e a startup de eventos Sympla. Seu braço de conteúdo educativo infantil, PlayKids, adotou o nicho como estratégia para vencer a Netflix no disputado mercado de animações voltadas às crianças.

Para isso, resolveu adotar tanto estratégias similares às da Netflix, como a inserção de conteúdo original para seu aplicativo, quanto planos totalmente distintos, como a criação de um clube de assinatura para unir físico e digital.

Trajetória e conteúdo original

A PlayKids começou como um projeto de aplicativo de vídeos que a Movile estava desenvolvendo nos anos de 2012 e 2013. “Em uma das tentativas de produto, colocaram-se desenhos animados. Esse modelo teve uma arrancada de usuários muito melhor do que os outros testes. Então, a Movile começou a focar nisso: criou conceito de marca, personagens e desenhos próprios”, explica Guilherme Martins, CEO da PlayKids.

O aplicativo de vídeos passou a oferecer não apenas animações, mas também atividades, jogos e livros. O sucesso foi tanto que a PlayKids virou um negócio global, hoje presente em mais de 180 países e com 5 milhões de usuários ativos.

“Enquanto não havia grandes plataformas distribuindo conteúdo estava tudo bem. Mas, quando vimos essa super onda de todo mundo criar plataformas de conteúdo, uma lâmpada acendeu: quem somos e o que fazemos?”, indaga o CEO.

Com um mar de players do entretenimento pelo entretenimento, como Netflix e YouTube, a PlayKids resolveu focar em se tornar um player de conteúdo educativo há cerca de dois anos. “A gente nunca vai passar todo o conteúdo que existe nessas plataformas. Resolvemos nos preocupar mais com o impacto que nossos produtos causam na criança, com materiais extremamente selecionados.”

Para isso, a PlayKids aposta tanto na importação de animações como Bubu e as Corujinhas e Galinha Pintadinha, fenômenos de licenciamento, quanto na produção de conteúdo original. Hoje, 30% dos acessos do aplicativo da PlayKids ocorrem em itens criados pela equipe do negócio.

Como a Movile quer bater a Netflix no mundo do conteúdo infantil

Graduada em Relações Públicas na Universidade Anhembi Morumbi, parte do time de Marketing & Communications do Grupo Movile e Wavy, sou apaixonada pelo universo da comunicação e acredito fortemente no valor que ela tem para ser um bom canal de contato entre marcas e pessoas.

Posted by:Carolina Martins

Graduada em Relações Públicas na Universidade Anhembi Morumbi, parte do time de Marketing & Communications do Grupo Movile e Wavy, sou apaixonada pelo universo da comunicação e acredito fortemente no valor que ela tem para ser um bom canal de contato entre marcas e pessoas.

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