Como alguém apaixonado por literatura, frases de efeito permeiam toda a minha vida e nada foi muito diferente dentro do meu caminho profissional, desenvolvido ao longo de 5 anos (rumo aos 6), 100% dentro do grupo Movile, mais especificamente na Wavy. Hoje, sou capaz de pontuar com precisão quais foram as frases mais importantes ao longo de toda a minha trajetória dentro da companhia e como elas transformaram minha maneira de pensar e agir profissionalmente.

“Você nunca vai encontrar alguma coisa desse seu jeito.”

No final do meu segundo ano de faculdade, com alargadores e minhas primeiras três tatuagens feitas, um professor, naquele tom de brincadeira com fundo de verdade, resolveu me dizer que eu “Precisava andar na linha e entrar no sistema” e também que eu nunca encontraria um trabalho se continuasse com o jeito “diferentão”. Para mim, teimoso e orgulhoso, soou como desafio. Alguns meses depois eu estava recebendo minha primeira proposta de emprego para participar do programa de estágio da Movile.

Parece prepotência, mas desde o primeiro momento que entrei no escritório da Movile eu tive certeza de que aquele seria o local no qual eu queria e iria trabalhar. A parede magenta, a falta de divisórias e as pessoas vestidas de maneira casual, me fizeram sentir à vontade. Tive certeza que aquele seria um lugar no qual eu seria aceito e teria espaço para ser quem eu realmente era.

E três meses depois de entrar eu não só tinha certeza de todas essas coisas como também estava cuidando do meu primeiro projeto com um parceiro externo que teria impacto em toda a empresa. Seria também nessa mesma época que eu descobriria duas coisas muito importantes para toda a minha carreira dentro da Movile: habilidade (e também afinidade) com números, e a habilidade de aprender e trocar com áreas mais técnicas.

“Prefiro te segurar, do que precisar te empurrar.”

Mesmo ganhando certa credibilidade durante meu período de estágio, eu ainda tinha muitas inseguranças com relação ao meu trabalho e tinha muito receio de tomar decisões por mim mesmo.

Isso foi até o dia que meu primeiro chefe virou pra mim e disse “Fernando, você é muito bom tecnicamente e entende muito bem do negócio, mas você precisa começar a rodar sozinho. Do meu lado, eu prefiro te segurar, do que precisar te empurrar.”. Na hora lembro de ter pensando “Mas eu só um estagiário”, e a questão é que dentro do ambiente da Movile, não existe “Só um estagiário”, “Só um analista”, ou “Só um qualquer-coisa”. Se você está do lado dentro, a função que você desempenha é extremamente fundamental para o funcionamento de todo um ecossistema. Ninguém está no barco só por estar. E quando meu gestor me disse aquela frase, ele não só queria que eu percebesse “o espírito da coisa”, como também começasse a me aventurar pelas áreas e conhecer pessoas diferentes daquelas com quem eu já trabalhava todos os dias.

Aos poucos eu venci minha timidez (que ainda existe, apesar de poucos acreditarem nisso) e fui caminhando sozinho, conversando com diferentes áreas, participando de projetos além do meu trabalho do dia-a-dia, ganhando visibilidade, expandindo meus conhecimentos e ganhando a confiança de outras áreas, e também de mim mesmo.

Foi em função disso que tive a oportunidade participar de um programa interno de aceleramento de carreira que me colocou em contato direto com a diretoria do momento, me permitiu trabalhar com pessoas de áreas completamente diferentes e foi, definitivamente, um grande divisor de águas da minha carreira dentro da Movile. Aprendi muito sobre trabalhar em grupo, lidar com pessoas desconhecidas, medir expectativas e frustrações e gerenciar um tempo super escasso para entregas diversas.

Foi um momento que aprendi muito sobre mim mesmo e qual deveria ser meu papel dentro da companhia.

“Se ano passado você foi bem, então agora a barra está muito mais alta.”

Com o fim do programa de aceleração de carreira, uma coisa não saía da minha cabeça ainda muito insegura (porém um pouco menos que antes): o que vou fazer agora? Eu estava há 3 anos exercendo funções muito parecidas dentro de uma mesma área, e sabia que era necessário sair da zona de conforto se eu quisesse manter minha linha de crescimento.

Então veio a oportunidade de trabalhar com Desenvolvimento de Negócios, que necessitava não só de alguém que conhecesse bem os sistemas da Movile e tivesse uma boa relação com números, mas também de fosse capaz de vender novos produtos e desenvolver um bom relacionamento com clientes e parceiros. E foi no meu primeiro feedback nessa nova área, junto com uma devolutiva da nossa avaliação 360 anual, que minha nova chefe usou a seguinte frase:

“Você foi super bem e o trabalho que você desenvolveu anteriormente foi super reconhecido, só que agora a cobrança é diferente. Se ano passado você foi bem, então agora a barra está muito mais alta.”.

Hoje em dia eu e minha chefe (a mesma da frase até hoje) rimos quando eu lembro desse momento, mas naquela hora, ouvir esse tipo de coisa foi mais um momento que questionei minha capacidade de exercer um bom trabalho e gerar resultados significativos. Tudo isso porque eu não era mais aquela pessoa que precisaria analisar um grande banco de dados e levar os resultados para outras pessoas tomarem as decisões. Eu precisava tomar a decisão diretamente com grandes clientes, ou então eu perderia diversas oportunidades.

Nesse período, no entanto, aprendi a diferença de ter um gestor que considerava “pessoas” como a prioridade: ganhei confiança, lancei produtos em países fora do Brasil, conheci diversas empresas e pessoas diferentes, e fui apoiado com a garantia de “Fez certo, o mérito é seu. Fez errado, seguramos a barra juntos”.

“A gente não pode ter medo do osso maior do que podemos roer.”

Eu havia completado 5 anos de Movile quando recebi a devolutiva de uma questão que há muito já levantava para meus gestores: eu queria liderar.

Foi tanto que eu insisti que recebi um dos maiores times dentro da agora já chamada Wavy; o antigo time de Inteligência de Mercado viria pra mim com 7 pessoas no total, dos mais diversos perfis e níveis diferentes: desde pessoas que estavam começando suas carreiras agora, até colaboradores seniores que conheciam a Wavy tão bem quanto eu.

E mais uma vez houve um momento de muito medo, misturado com o sentimento de que eu estaria dando um passo maior que minha própria perna. Também não diferente das outras vezes, houve uma pessoa, uma grande amiga no trabalho, que tive a oportunidade de conhecer quando trabalhei com Desenvolvimento de Negócios, responsável por aquela frase que mudou minha forma de pensar as coisas. Ela me disse, “Fernando, não vem com essa de dar um passo maior que a perna. Para com isso! A gente não pode ter medo do osso maior que podemos roer. Nunca!”. E depois de tanto tempo tentando entender as origens da minha insegurança no trabalho, acho que tudo que eu precisava era alguém que me falasse “Não pense. Faça.”.

Foi necessário uma pessoa que não fazia parte da minha equipe e não era minha gestora para me fazer despertar e começar a agir como um líder que todas as pessoas tinham confiança de que eu seria. A partir deste ponto comecei a pensar em todas oportunidades que a companhia me dava e como todas essas conquistas eram simplesmente fruto do meu próprio trabalho. Esse definitivamente não era um momento para sentir insegurança; eu estava saindo de um cargo operacional para um gerencial,  tenho a oportunidade de ser um dos primeiros gestores homossexuais da Wavy, estou com uma equipe forte e diversa, e tanto a companhia, quanto eu mesmo, estamos confiantes de que desenvolverei bons resultados neste ano fiscal.

No final das contas, pensando em todos os altos e baixos que passei (e também nos que estão por vir) ao longo da minha carreira na Movile e Wavy, tiro uma nova frase que, inclusive, tenho usado com frequência com minha equipe: “Não estamos aqui pra nivelar por baixo”.  Independente de inseguranças ou qualquer outro tipo de medo, não podemos deixar de fazer o melhor possível e nem de lutar para que as pessoas também o façam. Teria sido muito fácil pra mim, no passado, ter recusado algumas oportunidades, ou simplesmente ignorar os desafios para ficar em lugares que eu já conhecia. Por sorte eu tive gestores e amigos que me forçaram a  enfrentar meus medos, não nivelar por baixo e buscar sempre por excelência. Se não fosse por essas pessoas eu provavelmente nem estaria escrevendo esse texto, pois a minha história seria algo para se passar batido.

Exatamente essa oportunidade de mudar a vida de outras pessoas que me mantém tão animado com relação ao meu futuro e a direção que minha carreira está caminhando. É o privilégio de estar em uma posição na qual posso reutilizar todas aquelas frases que já me disseram um dia e gerar um novo impacto. É ajudar outras pessoas a construírem suas próprias histórias.

Sei que haverá altos e baixos nessa jornada, mas quando eles não existiram? O importante, para mim, é tirar os melhores aprendizados de cada situação e me manter protagonista da minha história que ainda continua.

As empresas do Grupo Movile estão sempre em busca dos melhores talentos para formar times que nos ajudem a melhorar a vida de 1 bilhão de pessoas. Clique aqui para conferir todas as vagas ou preencha esse formulário rápido para receber as vagas no seu e-mail.

thumb

Posted by:Fernando Santos

One thought on “Empurrões, barras e frases filosóficas de 5 anos de Grupo Movile

  1. Que história inspiradora, Fernando! Encarar novos desafios costuma dar um medinho, mas, como dizem “VAI. E se der medo, vai com medo mesmo.”

    Você decidiu abraçar o novo, o desconhecido, e teve o apoio de uma empresa que te deu liberdade, confiança e suporte para crescer, respeitando a sua essência. Isso é uma das coisas que mais admiro na Movile (e todos que fazem parte dela). <3

    Sucesso!

Deixe seu comentário