Participar de um processo seletivo, independente do momento de carreira, é sempre uma experiência que desperta a ansiedade e o nervosismo. Você está ali, vulnerável, sendo avaliado e correndo o risco de ser reprovado a qualquer momento.

Aqui na Movile gostamos de ver esse processo sob uma lente diferente, é um momento onde estamos conhecendo pessoas do mercado e elas estão nos conhecendo, consequentemente, se aproximando da nossa empresa. Atuamos com total transparência para que todos conheçam nossos valores, nossa cultura e nossos grandes sonhos.

Durante os processos aqui na Movile, sempre contamos com a parceria dos gestores das áreas para encontrarmos as pessoas com fit, não só para a vaga, como também para o time e a empresa. Inclusive, os próprios gestores lideram a fase da entrevista técnica, durante a qual nos certificamos que o candidato ou candidata tem o conhecimento e as experiências que são requisitos para determinado cargo.

Conversamos com alguns dos líderes dos nossos times de tecnologia e separamos 5 dicas que eles acreditam ser essenciais para que desenvolvedores, desenvolvedoras, engenheiros e engenheiras performem bem em entrevistas técnicas.

1) Seja claro e transparente

O primeiro passo é conseguir passar suas respostas com clareza e ser 100% transparente com o entrevistador, é importante que você se mantenha seguro ao explicar suas experiências e conhecimentos. O Charles Barros, um do Líderes de Tecnologia da PlayKids, afirmou “Confie em seu conhecimento. Seja honesto no que sabe e não sabe. Se for chutar, avise antes que é um palpite. É necessário respeitar quem te entrevita, ser cordial, mas encontrar o meio termo para também não parecer inseguro.”


2) Organize seu conhecimento técnico

Mesmo que você trabalhe na área da vaga que está concorrendo há anos e tenha uma vasta vivência, é sempre importante estudar e se preparar para perguntas técnicas. Conferir as perguntas públicas do Codility e ler o livro “Cracking the Code Interview” podem te ajudar muito!

Além disso, segundo o Charles Barros “exemplos, demos, projetos, aplicativos ou jogos, podem ajudar. Não esqueça de preparar seu portfólio para mostrar na entrevista, seja através de um vídeo rodando no notebook/celular.”


3) Não diga que saiba tudo

Sabemos que o mercado está super competitivo e que o mundo está mudando constantemente. Em meio a isso, novas linguagens surgem constantemente tornando difícil ficar por dentro de todas elas. Não se preocupe, está tudo bem. Percebemos, com certa frequência, que muitas pessoas preenchem seus currículos com diversas tecnologias cujo conhecimento ainda é raso e isso acaba atrapalhando.
O Eiti Kimura, Coordenador de Tecnologia, deu um exemplo desta situação:

“(…) uma pessoa que é especialista em dez linguagens de programação, certamente é um generalista e não um especialista. Uma coisa que percebi é que muito tem se colocado como conhecimento em currículo, mas a pessoa sequer trabalhou com a tecnologia. As vezes estão pensando em utilizar Scala ou acabaram de começar a estudar e já adicionam a linguagem no currículo e LinkedIn.”

Não preencha seu currículo para mostrar ao mercado e nem faça dele uma sopa de letrinhas, seja honesto (a) e aproveite os conhecimentos aprofundados que você certamente já tem.

4) O raciocínio por trás de uma solução vale muito!

Uma pergunta sempre exige a resposta correta? Nem sempre essa afirmação será 100% verdadeira, já que, muitas vezes o objetivo é entender como você pensa e organiza seu raciocínio para chegar na melhor resposta. Por isso, fique tranquilo se não tiver algo na ponta da língua, pense, se esforce, mostre a forma como organizou suas ideias e exponha sua conclusão.

O Lucas Cleto, Desenvolvedor na Wavy, trouxe exemplos super concretos desse tipo de avaliação ao afirmar 

“(…) Desde tempos remotos o método de busca de soluções tem sido um fator de avaliação de extrema assertividade. O físico italiano Enrico Fermi criou os primeiros modelos de problemas práticos aos quais candidatos eram avaliados pela forma de construir raciocínios, tal como o famoso problema “quantos afinadores de piano existem em Nova York?”. Este tipo de problema não tem por objetivo levar o candidato a uma resposta correta, mas sim entender como ele lida com problemas desconhecidos. Uma falha comum em muitos candidatos é se esquivar do problema, “eu não sei”. Veja bem, um resultado preciso não é importante, mas sim tentar achar a solução e seguir algum raciocínio, quase qualquer raciocínio. Como muitos candidatos nem mesmo tentam responder, tentar já é um indicativo positivo.”

5) Analise a empresa, conheça a stack e como trabalham com tecnologia. Você também deve escolher a empresa!

Como afirmamos no início deste artigo, a empresa e o candidato (a) estão juntos no processo. Ambos estão em um momento de início de relacionamento e precisam ser totalmente transparentes e dar todas as informações para que o outro possa entender se ali é o lugar e/ou a pessoa certa.

O Demétrios, membro do nosso Time de Segurança, relembrou que a candidatura em determinada vaga “(…) é um acordo de dois lados, o entrevistador procurando saber se você se encaixa na vaga que procura e você procurando saber se a vaga se encaixa no que está procurando. Por isso, não tenha medo de fazer perguntas, se o entrevistador perguntar se você tem alguma dúvida esclareça de fato todas que surgirem.”

Dica bônus dada pelo Lucas Cleto

Por fim, use um cachecol de cachemire. Estilo pode ser um conceito vago, mas quem não gosta de cachemire? Como diria Nietzsche, “it is only as an aesthetic phenomenon that existence and the world are eternally justified”.

Essas são as 5 dicas que, segundo os líderes da Movile, podem te ajudar em qualquer entrevista técnica do mercado. Tenha sempre em mente que o mais importante é ser você mesmo e expor suas características e conhecimentos com total transparência. É desta forma que você e a empresa saberão se existe uma compatibilidade ideal.

Na Movile estamos extremamente preocupados em propiciar uma experiência agradável e de desenvolvimento para os nossos atuais e futuros Movilianos e Movilianas. Mais do que somente preencher uma vaga queremos ajudar as pessoas a encontrarem o lugar que possibilitará o melhor desempenho, seja em uma das empresas do grupo ou em outra empresa do mercado.

Esperamos que estas dicas te ajudem daqui pra frente!

Movilianos envolvidos:

  • Eiti Kimura, Coordenador de Tecnologia da Movile, mestre em Engenhearia e especializado em Engenharia de Software pela UNICAMP.
  • Charles Barros, Coordenador de Desenvolvimento Mobile na PlayKids, formado em Ciência da Computação e mestre em Computação Gráfica pela UNICAMP.
  • Demétrios Andrigo, Especialista em Segurança na Movile e Bacharel em Ciência da Computação.
  • Lucas Cleto, Desenvolvedor e parte do time de Segurança da Movile, estudante de Ciência da Computação na UNICAMP.

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Posted by:Matheus Fonseca

3 replies on “5 dicas para se dar bem em uma entrevista técnica

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