4 dicas – para a vida – para se preparar para processos seletivos 

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Seja para concorrer a um vaga de emprego em uma empresa, uma cadeira em cargo público, ou para conseguir um investimento no seu próprio negócio, em algum momento a maioria das pessoas passa por uma situação em que precisa contar sua história, demonstrar suas habilidades, falar sobre seus projetos e estar suscetível a uma avaliação sobre esse conjunto de informações. 

Como se esse processo todo já não envolvesse ansiedade o bastante, nós, da comunidade LGBTQI+ e de outros grupos minorizados, lidamos constantemente com o fato de que muitas vezes esses são momentos em que características pessoais, histórico de vida e contexto de desigualdade pesam na balança de privilégios. 

Muitos profissionais LGBTQI+ convivem diariamente com a síndrome de impostor(a): sentimento constante de insuficiência em que a pessoa se enxerga como uma fraude e, portanto, acredita que pode ser desmascarada a qualquer momento.

Nesse contexto, vivenciamos também o sentimento de compensação, no qual a justificativa do esforço incansável para se provar está em “compensar” o fato de ser LGBTQI+.

Em geral, isso acontece baseando-se no fato de que somos julgados(as) pela orientação sexual, identidade ou expressão de gênero e não necessariamente pelas nossas competências.

Com tantos motivos para se preocupar, esse texto tem o objetivo de te ajudar a lidar com esses sentimentos, a agir em favor do seu próprio sucesso em situações como essa, e a aproveitar ao máximo as oportunidades que conquistar. 

1- Conheça sua própria história

Passamos a vida toda aprendendo alguma coisa. As situações que enfrentamos, decisões que tomamos, atividades que desenvolvemos, resultados que alcançamos, grupos e contextos dos quais fazemos parte.

Aquilo que escolhemos fazer conscientemente, ou até o que as nossas dificuldades e oportunidades nos levam a fazer por obrigação.

Tudo isso nos coloca em contato com uma parte do que somos hoje e nos leva a desenvolver novas habilidades e adquirir novos repertórios.

Conhecer a própria história, observar e interpretar como cada pedaço da sua trajetória se conecta com o momento atual, te ajuda a ter uma visão do todo e te empodera a pertencer ao momento que se encontra agora. 

O que te fez tomar essas decisões? Que história a sua trajetória conta? Como pertencer à comunidade LGBTQI+ influencia na sua visão de mundo?

Quais serão os próximos passos? Em que direção você caminha a partir daqui? Quem são as pessoas que formam a sua rede de apoio?

Sua trajetória é única! Aprenda a respeitar e admirar o que você construiu até aqui. No seu tempo, busque na sua história os motivos para se orgulhar, eles estão todos aí.

2- Mapeie suas competências e tenha um plano de desenvolvimento

Tomar consciência do que já faz bem e também das suas limitações e oportunidades de desenvolvimento pode te ajudar a ter clareza de onde investir mais energia e do que precisa fortalecer para estar mais perto das oportunidades que almeja.

Além de ajudar a identificar quais oportunidades e projetos fazem sentido para cada momento da sua carreira, tudo isso traz mais segurança e coerência ao decidir se candidatar a uma vaga de emprego, por exemplo. 

Ter um plano de desenvolvimento, no qual você possa mapear o que pretende aprender e desenvolver para alcançar seus objetivos, não precisa depender de um processo formal da empresa na qual trabalha.

Assuma a responsabilidade sobre seu desenvolvimento e confie no seu processo.

Algumas dicas para começar:

  • Liste atividades que você tem clareza de que já faz muito bem e habilidades que pretende aprender para alcançar seu próximo objetivo;
  • Defina metas claras, prazos e mapeie pessoas que já fazem parte da sua vida para serem seus aliados(as) nessa jornada;
  • Procure conhecer e buscar inspiração em profissionais LGBTQI+ ou de outros grupos minorizados, pessoas com vivências semelhantes às suas podem te ajudar a tomar consciência e ver valor no seu processo.  

3-  Desenvolva suas habilidades de comunicação 

Além de ter clareza sobre sua trajetória e suas habilidades, saber contar uma história que costure todas essas informações pode te ajudar a se conectar com quem ouve e abrir portas para essas oportunidades.

E como qualquer outra habilidade, contar histórias demanda treino. 

Utilize as duas dicas anteriores para mapear, listar e escrever os elementos mais importantes da sua história. 

É muito importante ser transparente e ter verdade como foco em tudo o que contar.  Mas você pode editar e escolher o que faz mais sentido relatar para cada situação.

Que elementos da sua história te conectam com a oportunidade ou projeto para o qual está investindo energia e tempo agora?

Não existe certo ou errado para o tipo de informação que você traz para o seu discurso, o importante é entender o porquê, justificar trazendo seus aprendizados e de que forma cada acontecimento marcou sua trajetória. 

No caso de uma entrevista ou um pitch em que apresenta as informações oralmente, preste a atenção no tom de voz e na comunicacao nao verbal (postura, gestos, etc.).

E, esses são elementos importantes que impactam na forma como as pessoas percebem o que você está dizendo. 

Existem várias técnicas de storytelling que podem ajudar nesse processo (A Jornada do Herói; Golden Circle; entre outras), você também pode escolher uma delas ou aplicar o que fizer mais sentido de cada técnica.

A ideia é usar as ferramentas a favor do seu objetivo e da mensagem que quer passar. 

Dica extra – Ao contar sua história nesses contextos de avaliação certifique-se de que o ouvinte terá claro:

Quais são suas paixões; os resultados dos principais projetos que já desenvolveu (ainda que projetos pessoais ou problemas que resolveu, independentemente indiferente do contexto); e o que aprendeu com as situações que relatar. 

4-Confie no seu potencial! 

O medo de não estar pronto para uma apresentação, a dúvida sobre ter tudo o que é preciso para se aplicar em uma vaga: são sentimentos e sensações que costumam anteceder comportamentos de auto sabotagem, como desistir da aplicação ou declinar um convite para uma entrevista.

É importante, sim, ser realista e ter conhecimento das suas limitações, mas se você tem a maioria dos requisitos e acredita que a posição ou oportunidade tem a ver com o seu momento de carreira, arrisque-se e confie no processo! 

O contexto não ajuda, é verdade. Vivemos em um país extremamente preconceituoso. 

Você conhece cada pedaço da sua história e sabe quanta coisa já superou para chegar até aqui. Tudo bem sentir o peso disso tudo e tomar alguns momentos para experienciar os sentimentos negativos que isso carrega.

Mas não deixe que isso te faça duvidar do que ainda é capaz de alcançar. Sempre que puder, olhe com carinho e respeito para tudo que construiu e ouse sentir orgulho! 

Referências: 

http://mpowir.org/wp-content/uploads/2010/02/Download-IP-in-High-Achieving-Women.pdf?_ga=2.62297387.60582995.1591555214-1738568448.1590946352

https://www.napratica.org.br/o-que-e-sindrome-do-impostor/

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Raphaela Silva

Raphaela Silva

Psicóloga, apaixonada por pessoas e suas histórias. Suportando a construção de times incríveis e cada vez mais diversos, atuando com foco em recrutamento de profissionais de Tecnologia e áreas correlatas.

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