3 passos, 1 segredo e 1 missão sobre trabalhar com tecnologia

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

Eu sou um jovem executivo. Aos 27 anos, sou responsável por uma carteira de clientes com um faturamento mensal de bons milhões de dólares. Meus dias incluem conversas com pessoas de todos os continentes.

Nos últimos três anos, estive em um avião pelo menos uma vez por semana. Como cheguei até aqui?

1. Lembre-se de Sociologia e Filosofia

Parece estranho, e nada contra meus amigos engenheiros, mas estudar matérias “chatas” como Sociologia e Filosofia, fazem diferença. Diferente de construções ou programas, a mente humana não segue caminhos lógicos. Mais que saber fórmulas, é preciso saber questionar.

Graduei em Relações Públicas e, apesar de parecer que não tem nada a ver com Inteligência Artificial, foi exatamente essa formação que me ajudou a fechar negócios com as maiores empresas do mundo.

Eu não programo, mas eu sei dialogar. Quem tem boca vai a Roma. Bem, ia né, hoje faz call. Mas vocês entenderam, né?

2. Estude gerência de projetos

Arrumar a casa é um projeto. Supermercado é um projeto. Carreira é um projeto. Sua vida é um projeto.

Nem tudo é planejado o tempo todo, mas tudo é gerenciável. Até (e principalmente) momentos de crises. Saber gerenciar projetos é uma habilidade que você vai querer ter. Nós precisamos ser claros em ideias, prazos e tarefas.

O método queridinho desde o início da revolução da internet é o manifesto ágil. Você precisa saber. Além disso, vale a pena estudar modelos hierárquicos de organização e produção.

Você vai precisar dialogar com quem é da era pré-internet e que provavelmente será seu chefe, ou quem assina seu cheque no cliente.

3. Se mantenha atualizado sobre tecnologia e idiomas

O mundo parece que deu uma parada com o COVID. Mas continuamos mais conectados do que nunca. Uma tecnologia nova sempre vai surgir.

Lembre-se: você não precisa saber de tudo, mas o diálogo é sempre importante.Idiomas também.

Eles exercitam o cérebro e sempre te abrem uma porta para falar com alguma oportunidade nova.

Vale apostar em TED talks ou plataformas de cursos online que tem sempre uma promoção. Oito horinhas por mês. Voilà.

O segredo

Perceba: eu nasci em uma cidade pequena e com uma vida cultural paupérrima. É meio deprê ouvir que as inovações, os maiores líderes do país, os maiores investimentos estão concentrados em USP e Unicamp. Eu estava a 800km disso.

O que sobraria pra mim? Eu nunca gostei muito de sertanejo e ir no churrasco dos parças no fim de semana. Oi?

O que eu tive de diferente?

O meu referencial era a vida “padrão” heterossexual. E eu não sou hétero. Sou gay. Isso, na cidade da qual eu vim, significava que o bar LGBT era na rua mais afastada da cidade.

Eu até podia aceitar o que estava desenhado pros meus amigos, mas eu não pertencia à minha cidade. Como eu não podia sair de mim, eu precisava sair de lá.

Ser LGBT ensina muito rápido a ler os ambientes que estamos e como nos articulamos. Veja bem, nós aprendemos desde cedo que ser gay é ruim. “Anda direito, viado.”. “Fala igual homem”. “Homem não faz assim”.

Antes mesmo de eu saber, alguém já me contou uma coisa que eu nem entendia. Sem acolher.Com isso, LGBTs tem mais dificuldade em desenvolver seus potenciais, ou a buscar empatia. Tem sempre alguma coisa a ser corrigida.

Eu fujo das estatísticas de doença mental. Com a ajuda de uma ótima terapeuta semanal, hoje tenho certeza que só cheguei aqui porque sou gay.

E de uma cidade pequena, e com uma série de arranhões e com uma missão.

Minha missão

Eu tenho como  bandeira articular para que jovens como eu tenham um caminho mais fácil.

Mais do que advogar pelo uso da tecnologia, eu faço questão de trabalhar diversidade e inclusão em todas as empresas em que me envolvo.

Diversidade importa, porque nos ajuda a construir soluções melhores, mais completas e com lucro 21% maior.

Estamos em junho, mês do orgulho LGBT. Se eu estou aqui me expondo, é porque o Marcos de 15 anos não sabia o que fazer e daria tudo para ter acesso a alguém que seja compatível com os sofrimentos dele.

E que mostre um caminho possível de que tudo vai dar certo.

LGBTs existem em posições executivas e de liderança. Exatamente como inúmeras capas de revista fazem com mães executivas, ou pais  esportistas.

A Movile tem a missão de impactar positivamente a vida de 1Bi de pessoas. Eu estou nessa missão.

Espero que esse meu texto chegue até alguém que precise. ❤

Marcos Cerqueira

Marcos Cerqueira

Marcos Melo é Key Account Manager na Wavy. Trabalha há cinco anos com Inovação e Inteligência Artificial. Graduado em Relações Públicas pela UFMG e especializado em Gestão de Projetos pela Ohio Universisty, defende a diversidade como pilar fundamental de qualquer iniciativa de sucesso no século XXI.

Deixe um comentário

Categorias

Posts relacionados

Siga-nos

Baixe nosso e-book!

%d blogueiros gostam disto: